
Bem... estava eu deitado no meu velho e pequeno barco de casco um pouco riscado, marcas de antigas e superadas tormentas, pescando numa lagoa tranquila e pensando nas coisas boas da vida ao som de Charlie Brown Jr. Mas em meio a essa tranquilidade sou interrompidado de maneira bruta, algo jogando meu barco para o alto, imaginem vocês minha supresa ao perceber que uma enorme onda havia passado por mim e meu pequeno barco se movia levado por uma correnteza. Como assim? Ondas e correntezas em uma lagoa? lagoa essa que eu tinha CERTEZA ser tranquila. Bem... um pouco assustado mas resolvi permanecer na lagoa e uma segunda onda me atirou pra fora do barco, estranhei ao afundar em uma lagoa que eu tinha CERTEZA que o fundo estava ao meu alcance, e na verdade ainda está é só eu mergulhar um pouco mais, voltei para o barco e percebi que aquela lagoa queria me dizer algo, ela me subestimou achando que eu não poderia entender a língua que ela usou para me passar essa mensagem. Eu posso ler o que ninguém mais lê, afinal somos uno. Por isso entendo a agitação, mas como lagoa não fala a língua dos homens a única coisa que vou fazer é ficar calado e acabar com a causa de tamanha agitação, não pode ser diferente, não posso abandonar a lagoa afinal é onde eu pesco, é dela que tiro o alimento essencial para eu continuar vivendo, é nela que encontro minha paz e é nela que eu encontrei todas as minhas CERTEZAS num mundo pra lá de confuso...
...e nesse mundo falta cor
